quarta-feira, 12 de junho de 2024

Manifesto do Amor

Eu sei que essa data é uma invenção do capitalismo. Pelo menos um dia depois é dia de Santo Antônio, na tradição católica: o santo casamenteiro. 

Eu celebro o amor no dia mais romântico do ano para nossa sociedade brasileira, é só uma vez no ano que os lugares ficam decorados em vermelho e com corações. Nunca comemorei com alguém que eu gostasse romanticamente nessa data, mas comemoro. 

Posso sonhar? Quero receber flores no trabalho, quero ser convidada para um jantar romântico, quero receber um correio elegante.

Ainda tenho esperança - uma vez minha psicóloga disse: “Gabi apesar de tudo você ainda sonha!” -  de fato, sou uma pessoa esperançosa, eu estava destruída, mas ouvi isso com um sorriso no rosto. 

Eu ainda sonho, apesar de muitas frustrações em relação a sociedade, aos relacionamentos atuais, a dinâmica das pessoas, talvez o que nos reste seja só isso mesmo: sonhar. Por mais bobo que seja, por mais “coisa de garota”, estou desconstruindo isso, a coisa do amor romântico, é difícil, é algo ao qual fui condicionada minha vida toda para esperar… 

Eu sei que não adianta ser de qualquer pessoa, pois não faz sentido. Já recebi flores, já me levaram para jantar, já recebi carta, só não eram a pessoa. Mas toda história tem seu lugar de importância. 

Enfim, não vou desperdiçar esse dia, amar é válido, e sempre será! Amor é sorte e amor deve ser celebrado. 
Amor romântico? Não sei, quem sabe um dia, sem pressa, um dia ele me alcança, um dia eu alcanço ele! 
Tenho sorte, tenho amor, tenho pessoas que me amam, amo amar pessoas. Viva o amor! Por isso esse não é um dia qualquer, e eu vou comer um docinho de coração sim! Carpe diem.

12/06/2024

Um comentário:

  1. Eu ainda a acredito no amor romântico não foi enterrado juntos com a ultima era, o triste é que a busca é difícil, e as nossas memórias sobre as tentativas vão se tornando feridas invisiveis, mas vale a pena sonhar, enquanto eu espero minha vez, eu tento me deleitar do processo, como se eu estivesse me deleitando dos trilhos de um bonde que nunca chega. Mas sei lá, sem amor não se come nem um bolinho direito.

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